sexta-feira, 22 de maio de 2009

Desejo

Desejo a você
Fruto do mato
Cheiro de jardim
Namoro no portão
Domingo sem chuva
Segunda sem mau humor
Sábado com seu amor
Filme do Carlitos
Chope com amigos
Crônica de Rubem Braga
Viver sem inimigos
Filme antigo na TV
Ter uma pessoa especial
E que ela goste de você
Música de Tom com letra de Chico
Frango caipira em pensão do interior
Ouvir uma palavra amável
Ter uma surpresa agradável
Ver a Banda passar
Noite de lua cheia
Rever uma velha amizade
Ter fé em Deus
Não Ter que ouvir a palavra não
Nem nunca, nem jamais e adeus.
Rir como criança
Ouvir canto de passarinho
Sarar de resfriado
Escrever um poema de Amor
Que nunca será rasgado
Formar um par ideal
Tomar banho de cachoeira
Pegar um bronzeado legal
Aprender uma nova canção
Esperar alguém na estação
Queijo com goiabada
Pôr-do-Sol na roça
Uma festa Um violão Uma seresta
Recordar um amor antigo
Ter um ombro sempre amigo
Bater palmas de alegria
Uma tarde amena
Calçar um velho chinelo
Sentar numa velha poltrona
Tocar violão para alguém
Ouvir a chuva no telhado
Vinho branco Bolero de Ravel
E muito carinho meu.
(Carlos Drumond de Andrade)

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

Quarteto Fantástico e o Mestre que inspira nossos corações!

quinta-feira, 16 de outubro de 2008

Pequenos Gestos

Quando se age com mais atenção ao outro, algo de bom acontece com a gente mesmo

Imagine que você está só numa terra estranha, não domina a língua do lugar, perdeu suas coisas, está sem dinheiro e à beira do desespero quando, inesperadamente, uma pessoa desconhecida se dispõe a ajudar desinteressadamente e reaviva sua confiança na bondade humana. Esse é o tema de uma série de relatos reunidos no livro The Kindness of Strangers (algo como “A bondade de estranhos”), ainda não editado no Brasil. O curioso é que todos os depoimentos do livro falam da surpresa em perceber que ainda há a prática dessa virtude num mundo em que todos os dias surgem fortes exemplos de seu contrário, como a grosseria e o desprezo.Gentileza é uma virtude que seria inerente ao próprio ser humano, mas que se perde no dia-a-dia. Daí a surpresa.

Nesses dias, demonstrar amabilidade com estranhos parecerá uma excentricidade, pois tornou-se normal agir com o coração endurecido, evitar envolvimento, passar adiante. Alguém já disse que a gentileza que acaba recebendo maiores recompensas é justamente aquela que se faz sem intenção de receber recompensa alguma. Ainda que seja um ato espontâneo e desinteressado, a gentileza traz efeitos benéficos para quem a pratica. Talvez haja estudos de psicologia provando isso. Mas não é preciso recorrer a eles para perceber que, quando se age com mais atenção ao outro, algo de bom acontece com a gente mesmo. Senti isso na pele ao praticar com atenção pequenos gestos cotidianos, que talvez nem sejam gentileza em si, mas apenas uma espécie de bom comportamento que vai se perdendo em nossas vidas, como dar passagem a um outro motorista no trânsito, desejar um bom dia sincero, deixar que aquela pessoa mais apressada tome o lugar na fila. Não há nada de excepcional aí, mas é notável como isso nos deixa melhores – principalmente para alguém que, como eu, já disputou selvagemente uma vaga de estacionamento ou quase explodiu por causa de um lugar na fila. O desafio é não ser tragado pela falsa urgência que nos torna desatentos a essas pequenas coisas.


Existe um prêmio para atitudes desse tipo que apresentam alcance um pouco mais amplo. É o “Gentileza Urbana”, criado pelo Instituto dos Arquitetos de Minas Gerais, que escolhe e premia ações como a de um senhor que, por iniciativa própria, e sem ganhar 1 centavo por isso, varre as ladeiras de Ouro Preto durante a madrugada; o músico que, ao entardecer, da janela de seu apartamento, espalha melodia pela vizinhança; os lixeiros que trabalham cantando; a vovó que conta histórias, não só para seus netinhos, mas para todos que queiram ouvi-la. O interessante é como os organizadores definem essas gentilezas.Antes de mais nada, não são obras de caridade, como o jantar beneficente ou a campanha do agasalho.Nem mesmo são atos de educação e civilidade, como ceder o lugar ao idoso e obedecer à fila. “A gentileza não espera reconhecimento, não paga culpa e não faz obrigação. A gentileza surpreende e afaga”, explicam. Às vezes é exatamente isso que nos falta, surpreender e afagar sem esperar nada em troca.

Por Caco de Paula, publicado originalmente na Revista Vida Simples.

segunda-feira, 13 de outubro de 2008

Do you looked for the sky today?

Você já olhou para o céu hoje?
Que lindo dia ensolarado, sinto calor da vida e a brisa do vento tocando-me.
Tô feliz!!!
Feliz por desfrutar desse milagre da natureza e sorrir para o brilho do Sol.
Obrigada Deus Criador, por me presentear com esse grande milagre da vida.
Olhe para o céu e sorria!

sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sublime

Você é o meu presente
Que já está no meu futuro
Dói-me quando está ausente
Mas sempre te encontro no meu casulo

Teus olhos expressam a beleza do seu coração
Beleza que se revela intensa,
Que quando te vejo
Percebo a grandeza do amor no meu coração

Estar com você
Faz-me sentir a intensidade dessa paixão
Que quando somos nós
Meu mundo existe com toda emoção

Ouvir tua voz
Traz-me uma alegria estonteante
Que suas palavras
Brotam em mim uma completude emocionante

A verdade no amor que encontrei em você
Gerou convicção no meu coração que quero te ter.

(Larissa Silva)

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

Primavera

"Quando entrar setembro e a boa nova andar nos campos, quero ver brotar o perdão onde a gente plantou, juntos outra vez.
Já sonhamos juntos semeando as canções no vento, quero ver crescer nossa voz no que falta sonhar.
Já choramos muito, muitos se perderam no caminho, mesmo assim não custa inventar uma nova canção que venha nos trazer, Sol de primavera abre as janelas do meu peito, a lição sabemos de cor só nos resta aprender". (Beto Guedes)

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

A Volta do Filho Pródigo

Que maravilhoso livro!!!
Acabei de ler o livro “A volta do filho pródigo” de Henry Nouwen, com certeza um dos melhores livro que já li e provavelmente um dos melhores dos que vou ler. Que riqueza nas palavras, que modo sublime de colocar a relação de Deus com o homem. É fantástico, parece que Newoen tem uma visão tão clara e precisa dessa relação Pai (Deus) e filho (homem), que a medida que eu estava lendo, eu fui me enxergando nos papéis que transitam na história. É como se Newoen através do livro fosse nomeando quem sou, o que sinto e para onde vou. Como esse autor pôde extrair de uma pintura, tanta verdade, e colocar numa escrita com tamanha beleza, humanidade e realidade. Esse livro me marcou, de forma a me fazer enxergar um novo caminho e me despertar para segui-lo.
(Larissa Silva)